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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Emelec 1 x 2 Flamengo - 02/04/2014 - a chama não se apaga

Esse zuêro só pode tá de brincadeira! Qual o critério utilizado pras postagens? Até agora, duas análises, sendo que a última foi há um mês e de um jogo do Estadual. Bem... eu explico e a resposta é simples: isso aqui é meu, minha mania de gente doida de conversar sozinho, porque ninguém nunca vai achar, muito menos ler esse bagulho. Por isso, eu pensei em fazer um comparativo entre os programas do Rafinha e do Danilo, passar a receita fresquinha e afrescalhada de mousse de cereja, que concebi recentemente, escrever sobre a Marcha dos Fascistas sem Deus da Família com Deus ou redigir um texto argumentativo sobre qual a posição correta do rolo, no porta papel higiênico. Mas, resolvi falar sobre o jogo de hoje. Então, para regozijo de ninguém além de mim, segue a análise, jogador ou quase a jogador, de mais um épico episódio da grandiosa história do mais querido do Cosmo.

Felipe - Fez o dele. Mas onde tem jegue (isso mesmo, sem efeito riscado!) no lugar de um zagueiro, goleiro é quem menos tem culpa.

Samir - De regular para mais. Tem tanto crédito, que escorrega num dia, falha no outro e continua inquestionável. Posicionamento é seu forte e isso ficou bem evidente hoje.

Wallace - Não tem sido o mesmo de 2013, mas também não merece ser detonado. Foi regular, sem mais. Vamos deixar as porradas pra quem merece.

João Paulo - Ainda não é esse. E eu vou contra a maré, ao gostar desse cara. Não corro o risco de apanhar na rua, porque só assumo isso nesse ignoto e semi-abandonado Blog. A torcida o rejeita com todas as forças, tanto que um gol e uma bola na trave contra a Cabofriense, no último passeio jogo, não aplacaram tanto ódio. Mas vejo no JP (intimidade não, é preguiça mesmo) uma qualidade rara de passe. Que ele é fraco defensivamente, é! Mas eu ainda acho que o erro foi do especialista em rugby que disse: "Esse menino vai dar um bom lateral esquerdo!". Hoje, não comprometeu lá atrás, se movimentou bastante e fez uma bonita jogada de efeito no início do jogo, numa troca de passes com direito a trivela, que o Muralha tratou de estragar com seu estilo peculiar de tocar a bola para jogadores imaginários.

Welinton - Enfim, chegamos! Vou me afastar do computador para reunir toda paciência que eu puder. Voltei! Quando todos acreditávamos que nada mais havia que este rapaz pudesse fazer para aumentar a ojeriza é isso aí, uma "ojeriza" no meio da cara! da torcida para com ele, ele insiste em ser o Welinton e nada pode ser mais horrível que isso. Ah, pode! O Welinton jogando na lateral direita. Isso é castigo demasiado é, demasiado! Eu uso palavras alienígenas até para torcedor do Fluminense. O jogo começou e eu já me perguntava o que fizemos para merecer isso. Ele vinha tentando estragar tudo, para não fugir ao seu feitio. Agarrou jogador dentro da área e jogou no chão, mas o árbitro não foi na dele. Eis que nosso "jênio" patenteia a marcação do leão marinho, resolve brincar de boliche humano, encarna o espírito de um rolo de macarrão e derruba o atacante do Ah le lek Emelec na área, dessa vez de forma clara e convincente. O juiz marcou, Welinton sentiu-se com o dever cumprido. Bem, se já é duro ser torcedor nessas horas, como deve ser ruim ser o Felipe e ter que temer não só o perigo do time rival, como o do próprio time!

Amaral - Não é bem um Willians, mas também corre, gruda, desarma, erra passe pra caramba!, tudo como manda o roteiro de um volante.

Muralha - Esse ainda vive uma crise e às vezes não sabe bem se é um volante, um meia, se joga futebol, se é do Flamengo, qual o seu nome, ou quem são aqueles três outros jogadores, além dos 10 companheiros, que surgem onde ele costuma dar seus passes mediúnicos. Saiu no início do 2º tempo, tão desorientado com a mudança, quanto estava durante toda a partida. Chamou o Jayme de mamãe e foi sentar-se no banco.

Gabriel - Perdidinho em campo. A maior parte do tempo, nem notei que estava lá. Por isso, nem sei o que comentar. Tenta de novo, Gabriel!

Everton - Como é bom ter o menino do R1 travado na equipe! Tá sempre numa vibe alucinada. Pelos lados, pelo meio, cruzando, como no lance do pênalti, desarmando, brigando pela bola... nunca se omite ou cochila.

Paulinho - Se é bom ter um velocista onipresente no time, ter dois é muita doideira! Juro que chego a ver dois Evertons e três Paulinhos em campo. Já que correr é seu ofício, então vamos ao que ele fez de novidade: três finalizações. Tentou uma vez por cobertura, outra vez de cabeça, com a mesma ineficiência. Na terceira, meteu o desfibrilador nos peitos do corpo rubro-negro que jazia sobre o leito da Libertadores. O monitor cardíaco apontava situação muito crítica, até que nos acréscimos do 2º tempo, pra acabar com aquele 1 x 1 angustiante, Paulinho restabeleceu os nossos batimentos. A chama da esperança não se apagou.

Alecsandro - Continuo destacando como maior virtude do Alecgol, fazer o que o Brocador não faz. Gols! Tô zuando, calma! Ele sabe ser um autêntico pivô. Se preciso alternar e fazer as vezes de um segundo atacante, ele se reposiciona, arma, se apresenta, mas acima de tudo, não nega fogo. O Welinton deles meteu a mão na bola, ignorando a precisão do chute de Alecsandro, que fez nosso gol de pênalti, no início da partida.

Chicão - Parece que faz muito com bem pouco. Ficou por curto tempo em campo, mas se fez notar. Continuo querendo vê-lo em outra posição. Deixem que Paulinho e Everton corram por ele, mas permitam que ele jogue mais vezes.

Recife - Senhor, o que foi aquilo? Como um raio devastador, ele entrou pra esculhambar. Fez o que o Muralha não conseguiu. Errou dois passes no mesmo lance, um deles resultando no gol de pênalti do Ah, Moleque! Emelec. Depois desse jogo, sugiro jamais combinar Welinton e Recife. Essa mistura pode ser letal.

Negueba - E não é que o Forrest Gump rubro-negro aprontou de novo? Fora a competição com os outros maratonistas para saber quem corre mais, ele deu uma assistência, que Xavi, Xabi Alonso e Iniesta nenhum botariam defeito. Bola redondinha, na medida, para Paulinho empurrar pro gol.

Jayme - Jaymão, não maltrata quem tanto gosta de você. Welinton de lateral, nunca mais. Nem de zagueiro, roupeiro, massagista, manobrista... e deixa o Recife amadurecer um pouco. Afaste-o do Welinton das más influências e dê outra chance ao menino, mais pra frente.

Pois é, galera imaginária, igual aos companheiros do Muralha, estamos vivos e mais esperançosos que em qualquer outro momento. Não tem motivo pra surpresa no Maraca. O mais difícil, já foi. Samir, deixe pra mostrar seu talento de patinador em outro momento. João Paulo, larga de ser tosco, senão vai ficar difícil continuar te defendendo. Paulinho e Everton: run, run, run! Resto do time: façam o básico e esqueçam aquele Workshop ministrado por Wallace, Amaral e Muralha, sobre como dar passes a longa distância com efeito e precisão.

Então, já que eu não analiso derrota ou empate, nem vitória, quando o sono é maior mais uma vez, meu desejo é que você comemore saudável, temperante e moderadamente e não se contente com um lugar que não seja o seu, o nosso; que seja incompatível com a glória de ser um Torcedor Flamenguista.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Flamengo 3 x 1 Emelec - 27/02/2014 - Sim, o Maraca é nosso!

Primeiro jogo em casa - sim, em casa, porque o Maraca é e será sempre nosso e a depender de qual seja seu time, botamos maioria na casa de vocês também - pela Taça Libertadores da América - o nome oficial não é esse, mas não faço merchandising gratuito pra marca de pneu nenhum. Não é preguiça, é implicância mesmo, até porque acabo de escrever "merchandising". E a história...? Esta eu registro abaixo, jogador a jogador, guerreiro a guerreiro:

Felipe - Não me permito mais discutir sobre o Felipe. A rixa da torcida para com ele merece um post à parte. Assisti hoje a alguns vídeos da possível e provável contratação do Barça, o jovem Ter Stegen. A tendência "acrobata" está presente ali, mas a parcela corneteira da torcida do Flamengo não está. Gostaria de saber quantos goleiros mundo afora andam agarrando e encaixando bolas, mas, enfim... chega de comparações para que eu não seja mal compreendido. Felipe tem sido nossa muralha e mais uma vez correspondeu. Se evocarem uma saída do gol ocorrida no início do certame (sim, tenho mente de velho), lembro da defesa de mão trocada feita por ele. Já sei! Ele tinha que agarrar aquela bola, não é? Enfim, nosso paredão não teve muito trabalho e o único gol do Ah le lek Emelec surgiu da sempre vilã, bola desviada no zagueiro.

Samir - Bem... esse foi o zagueiro do tal desvio. O futebol traça destinos injustos. Que não seja imputada culpa a esse jovem que tem sido quase perfeito em sua função. Que menino incrível! Seguro, sempre bem posicionado, não inventa (só foi ao ataque no fim, como que numa tentativa de redenção, que não julgo necessária, porque ele tem muito crédito), não se omite e é entrega total na marcação dos oponentes. Um craque! Hoje, pra mim, um dos 4 melhores em campo.

Wallace - O gladiador da nossa defesa. Reverteu toda desconfiança inicial, transformando-a em apoio. É quase uma unanimidade, e faz da dupla com Samir, uma das melhores do Brasil.

Leo Moura - O inesgotável. Ainda não o vi jogar mal esse ano. Com esse eu queimei a língua. Quantos chegam à sua idade jogando com tamanha intensidade? Nem me culpo. Leo Moura é um monstro! Seria injusto dizer que ele é o Vasco segundo maior lateral direito de nossa história? Quando peca é por ação, nunca por omissão. Foi assim no cartão amarelo de hoje, após falta dura. Leonardo da Silva Moura, jogue mais uns dez anos, por favor.

André Santos - O vejo como um jogador hábil, técnico, com certas limitações físicas tá um pouco gordo. Hoje, seu desempenho superou as expectativas e o sobrepeso e vimos André Santos dar uma assistência perfeita pro Brocador, após belo lance de corpo roliço. Aliás, um dos pontos fortes do André é o passe, além da experiência e poder de criação pena que tá pançudo. Fico pensando que Leo Moura e André Santos, com alguns anos a menos, seriam uma dupla histórica.

Muralha - A instabilidade típica dos mais novos. Luiz Antônio também foi assim, até se tornar um dos heróis da conquista da Copa do Brasil 2013 e um dos pilares daquele esquema campeão. Como não acompanho novela, não sei o que houve com o referido rapaz. O Muralha já jogou bem como primeiro e como segundo volante. É um jogador técnico, de bom porte físico, com bom passe, assim como seu chute de média distância. Mas é afoito. Penso que merece nossa paciência. Hoje, foi apagado e facilmente vencido nos embates homem a homem, dando uma dificultada na vida do paraguaio multiuso.

Cáceres - Injustiçado pela memória curta de alguns torcedores, que tantas vezes pediram sua inclusão na barca com destino ao "nunca mais". Me lembro do seu esforço para vir jogar no Flamengo. Mas não o apoio só por isso. Hoje, pra mim, Cáceres foi ainda melhor que lá no México. Quase impecável defensivamente, chegando a atuar dentro da área com a zaga, em alguns momentos, ainda tentou jogadas de ataque, com bons lançamentos, sendo que um deles encontrou Everton, que terá destaque mais abaixo. E pra quem o acusou de lesma, a forma como puxou o contra-ataque do 3º gol, merece uma menção honrosa.

Elano - Não peçam que ele corra, dê carrinhos, faça lances de efeito. Deem a ele dois lances. Em um ele faz um gol de falta e no outro arranja um passe de letra / calcanhar pro André Santos fazer a assistência que mencionei acima. Como é bom ter um cérebro de novo na equipe!

Mugni - Também merece nossa paciência. Jovem, comprado por baixo custo e habilidoso. Compará-lo ao Carlos Eduardo é uma temeridade. Hoje, foi um a menos em campo, mas substituído no momento certo.

Everton - Esse é o gladiador onipresente. Supriu a ausência do Paulinho com louvor. Defende, ataca, sempre com vigor e agressividade e não se cansa. Que bom que aqui a justiça se fez presente e Everton deixou o dele, após uma tentativa frustrada por um zagueiro que teimou em aparecer no caminho da bola, após ter ficado rendido no chão o goleiro adversário. Antes disso, ainda no 1º tempo, já havia acertado a trave. Chutou de longe outras vezes, demonstrando a gana, a raça que lhe é característica e que a torcida tanto admira e valoriza. Na chance certa, liberou o terceiro grito da massa rubro-negra espalhada por esse mundo.

Hernane - Será que vai? Foi a despedida? Sei é que, seja lá quem for nosso camisa 9, a bola precisa chegar. A maldição do Vagner Love não pode persistir. Essa história de ficar vendo o homem de referência atrás do meio-campo, passando mais tempo brigando pela bola do que a recebendo na área, é inconcebível, principalmente quando se tem um "Brocador". Uma chance clara, um gol. Simples assim. Hernane assim. Se for, obrigado por tudo, Hernane e te desejo a melhor sorte lá no Oriente.

Feijão - Ficou em campo por tempo suficiente para tomar um cartão amarelo.

Alecsandro - Tem mostrado que sabe ser mais que um "cone", como o consideravam os torcedores das equipes por onde passou. Sabe fazer gol e isso é indiscutível. Mas sabe também jogar atrás do último homem do ataque. Arranca, dribla, passa, lança... estamos vendo um Alecsandro mais maduro e versátil. Tenho animadoras perspectivas sobre o que ainda pode fazer pelo Mengão. Por enquanto, é o homem do 2º tempo.

Gabriel - Esse merece ficar por último na análise. Já tinha se tornado comum ver torcedores pedindo sua cabeça. Mas, quem viu aquele garoto franzino, liso, rápido, habilidoso e com vocação de atacante, no Bahia, não podia estar tão enganado. Bastou um tempo a mais de pré-temporada e pronto! Aos que queriam a saída de Cáceres e Gabriel, sugiro que não opinem sobre Erazo e Mugni. Aliás, sobre ninguém. Gabriel entrou no jogo pedindo, exigindo a sua vaga. Vem jogando um absurdo e é capaz de alterar a disposição de toda a equipe. Desde o tempo das críticas, não tem medo de chutar. Junte-se a isso uma postura ofensiva agressiva e hábil, capaz de desmontar uma retranca como a do Ah, Moleque! Emelec. Gabriel, seu lugar é entre os 11. Te vira, Jayme!

Jayme - Por falar em Jayme, ver desmontado um esquema que garantiu um título de nível nacional, e entrar numa competição internacional em seguida, não é brincadeira. Elano não faz a função do Elias, mas faz outra que ninguém antes fazia. Cáceres tem mostrado a versatilidade necessária para cobrir, ora esta vaga, ora a do outro rapaz que resolveu jogar em outros campos. E o melhor: barrou o Carlos Eduardo! Jaymão, estou fechado contigo! Se você conseguir superar os percalços que estamos enfrentando, teu posto de herói rubro-negro em nossos corações estará assegurado.

Hoje foi um dia de vestir a camisa do Mengão e não querer mais tirar. Temos condições de granjear uma vaguinha na próxima fase. E como cada degrau é galgado no seu tempo, hoje é tempo de comemorar. Comemore e não se contente com um lugar que não seja o seu, o nosso. Que seja incompatível com a glória de ser um torcedor flamenguista.